domingo, 16 de maio de 2010

Soneto utópico das estações

Postado por: Ricardo, em 16 de maio de 2010

Recendem rosas, magaridas e narcisos

Mares de cores derramados no caminho

Bem-te-vis e sabiás cantam indecisos

Sob a aura aconchegante do ninho


Intensidade, calor, fervura, energia

Sob o eterno azul empolgavam

Toda a mistura em si engrandecia

Com vida e euforia dançavam


Se não consegue mais abraçar as folhas

Não ceda, tente, agüente mais um pouco

Mesmo que agora o canto saia rouco


A miscelânea pelo frio foi de todo alvejada

Por ora não há ao que assistir lá fora

Sem bem-te-vis, sem narcisos, sem nada.





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